Conheça e saiba como são praticadas as modalidades paralímpicas com mais chances de medalhas para o Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Para quem já estava com saudades das Olimpíadas, nesta quarta-feira (07/09) foi realizada a abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. E o que se viu novamente no Maracanã foi uma linda festa de abertura, em que foram abordados temas como a condição humana e a inclusão, além do lema “O coração não conhece limites”.

Com isso, foi dada a largada para a disputa de 23 modalidades paralímpicas que serão disputadas durante os 11 dias de Paralimpíadas, sendo 528 provas que valerão medalhas: 225 femininas, 265 masculinas e 38 mistas.

Neste ano, o Brasil conta com a maior delegação da história em Jogos Paralímpicos, com 279 atletas, sendo 181 homens e 98 mulheres, 23 acompanhantes (goleiros, calheiros e atletas-guia) e 195 profissionais de saúde, técnicos e administrativos. Dos 279 atletas, 44 atletas, de 11 modalidades, já subiram ao pódio em outras Paralimpíadas.

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Parte da delegação brasileira na abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Mas, antes de você começar a vibrar e torcer pelo Brasil nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e por todos os atletas que são exemplos de superação, você conhece as modalidades paralímpicas que temos mais chances de conquistar medalhas? Sabe como elas são praticadas? Então vem com a gente que no post de hoje você vai ficar por dentro de tudo!

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Jogos Paralímpicos Rio 2016: veja os 5 esportes com + chance de medalha para o Brasil

Atletismo

A modalidade faz parte do programa dos Jogos Paraolímpicos desde a primeira edição, em Roma-1960 e inclui as disputas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, em competições femininas e masculinas. Os atletas que praticam estas modalidades podem ter uma necessidade especial, seja física ou visual e são divididos de acordo com o grau de deficiência. Nas corridas, por exemplo, os atletas que possuem uma deficiência visual mais alta podem ser acompanhados por guias, que ficam ligados a eles por uma corda. Os deficientes físicos podem participar das corridas usando próteses ou mesmo cadeiras de rodas.

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Atleta Terezinha Guilhermina e todas as suas cores

O Brasil já conquistou 109 medalhas paralímpicas nesta modalidade e as promessas de medalha nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 são: Yohansson do Nascimento, medalha de Ouro nos 200m e prata nos 400m em Londres; Felipe de Souza Gomes, Ouro nos 200m e bronze nos 100m em Londres 2012; e a multicolorida Terezinha Guilhermina, Ouro nos 100m e 200m rasos em Londres 2012 e ouro nos 200m rasos e prata nos 100m em Pequim, 2008.

Judô

Não há muitas diferenças e adaptações no judô paraolímpico comparado com o judô convencional. Nesta modalidade, os atletas começam a luta posicionados pelo árbitro central, e já iniciam o combate segurando o quimono do adversário, para que o contato seja permanente. Quando o árbitro aplica uma punição, ele avisa a qual judoca está se referindo e os atletas também não são punidos por sair da área de luta.

Nas competições de judô, além dos atletas serem categorizados por peso, eles também são classificados de acordo com o grau de sua deficiência visual. Porém, judocas de diferentes classes podem competir juntos.

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Nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, os atletas brasileiros disputarão 12 categorias e a expectativa é a conquista de duas a três medalhas. O principal atleta brasileiro da modalidade é Antonio Tenório, responsável pela conquista da primeira medalha de ouro brasileira, em Atlanta (1996). No total, o judô brasileiro já conquistou 18 medalhas na história das Paralimpíadas, sendo quatro ouros, cinco pratas e nove bronzes.

Natação

Este esporte faz parte do programa Paralímpico desde a primeira edição dos jogos realizados em Roma, 1960. As adaptações no caso das competições paralímpicas dependem da deficiência dos atletas. Em muitas provas, os atletas podem largar de dentro da água, sentados ou receber auxílio do seu técnico ou de um voluntário. Já os atletas que têm alguma deficiência visual podem ser auxiliados por um tapper, que é a pessoa que usa um bastão, com a ponta de espuma, para orientar o atleta sobre o momento da virada e chegada. Os atletas também usam óculos de natação opacos, para garantir a igualdade durante as provas. Mesmo sendo autorizado o uso da prótese em diversas modalidades paralímpicas, na natação o uso é proibido.

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Nadador Daniel Dias, com uma de suas medalhas

O Brasil já conquistou 83 medalhas paralímpicas na natação, sendo 28 de ouro, 27 de prata e 28 de bronze, ficando atrás apenas do atletismo. Um dos atletas que mais contribuiu para essas conquistas foi o nadador Daniel Dias, com dez ouros, quatro pratas e um bronze nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012 e é hoje uma das grandes apostas nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Por falar nisso, ele já estreou nas piscinas com ouro! Confirmando o favoritismo, Daniel venceu a final dos 200m livre e garantiu o primeiro ouro da natação nestes jogos. Outro nadador que garantiu mais uma medalha, ontem, foi o nadador Ítalo Pereira, que levou bronze na prova de  100m costas. Outros destaques são o nadador Clodoaldo Silva, que participa de Paralimpíadas desde 2000 e já acumula 13 medalhas, e André Brasil, que desde 2008 tem dez medalhas paralímpicas.

Goalball

O goalball é uma modalidade desenvolvida exclusivamente para pessoas com deficiência visual. As equipes são formadas por três jogadores titulares e três reservas, que exercem ao mesmo tempo as funções de ataque e defesa e os atletas são vendados, para garantir que ninguém se beneficie. Assim como em outras modalidades, a bola tem um guizo no seu interior para orientar os jogadores que devem fazer os arremessos rasteiros. Como os atletas se orientam pelo barulho do guizo da bola, o público não pode fazer barulho durante os jogos, o que garante um ginásio bem silencioso durante as partidas.

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Disputa de goalball

Nos jogos Parapan-Americanos de 2015, realizados em Toronto, tanto o time masculino quanto feminino do Brasil garantiram as medalhas de ouro. Em 2012, nas Paralimpíadas de Londres, o time masculino brasileiro conquistou a prata.

Futebol de 5

A modalidade que é praticada por atletas com deficiência visual só começou a ser disputada nos Jogos Paralímpicos de Atenas, em 2004. O Brasil conquistou a medalha de ouro nas três Paralimpíadas já realizadas, sendo tricampeão paralímpico. Como no goalball, nesta modalidade os atletas também usam vendam nos olhos, com a diferença de que os goleiros enxergam normalmente, e os jogadores também são orientados pelo som do guizo que fica no interior da bola do jogo. A partida é composta por dois tempos de 25 minutos cada, com intervalo de 10 minutos.

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Nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Comitê Paralímpico Brasileiro espera que o Brasil alcance o 5º lugar no quadro de medalhas, tendo um melhor desempenho do que em Londres, em 2012, quando ficou em 7º lugar, com 43 medalhas no total (21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze).

E se depender do termômetro Parapan-Americanos de 2015, em que o Brasil liderou o quadro de medalhas com 257 no total, sendo 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze, esta será uma meta possível de ser alcançada.

Mas, independente de recorde de medalhas ou não nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, estes atletas merecem todo o nosso respeito e carinho por nos mostrarem que com garra e determinação, não importa o obstáculo, todos nós somos capazes de vencê-los!

Com informações e imagens de: EBC; Rio 2016; yahoo.esportes.radioglobo;

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