Infelizmente os Jogos Rio 2016 chegaram ao fim, mas antes de tudo acabar, que tal ficar de olho na retrospectiva com os fatos memoráveis do evento? Veja!

Na semana passada, envolvidos pelo espírito olímpico, fizemos um quiz bem legal sobre os atletas do Rio 2016. No teste, era necessário responder algumas perguntinhas pra saber qual atleta você é (se você ainda não viu, basta clicar aqui). No entanto, como o post desta semana será a nossa despedida aos Jogos Olímpicos, decidimos fazer uma retrospectiva olímpica com os momentos que mais nos marcaram nestas duas semanas de competição. É, claro, muita coisa teve que ficar de fora, mas sinta-se à vontade para deixar sua contribuição nos comentários.

Fazendo valer o espírito olímpico na Rio 2016

Parecia ser uma semifinal dos 5 mil metros como qualquer outra: atletas a postos, apresentação e, por fim a grande largada. Tudo corria bem, até que faltando menos de 2 mil metros para o fim da prova, a corredora neozelandesa Nikki Hamblin caiu e acabou derrubando a americana Abbey D’Agostino – corredora que vinha logo atrás. O que poderia ser um ‘salve-se quem puder’ na luta pelo pódio, acabou virando uma demonstração do que realmente é uma Olimpíada.

As duas se ajudaram e seguiram a prova. No entanto, Abbey D’Agostino torceu o tornozelo e pra ela só não foi mais difícil continuar porque Hamblin a apoiou durante todo o percurso. Ao final, foi emocionante o abraço das duas atletas ao finalizarem a prova, mesmo não estando entre as primeiras colocadas.

Mais tarde, pelo gesto das duas atletas, o Comitê deu uma nova chance de classificação para elas, porém, a vencedora dos 5 mil metros feminino foi a etíope Vivian Cheruiyot. Porém, a corredora neozelandesa Nikki Hambli, por apoiar a outra atleta durante todo o percurso, ganhou a medalha Pierre de Courbetin. Esta condecoração é uma honraria concedida a pessoas que de alguma forma demonstraram espírito olímpico durante a competição. Somente 17 pessoas receberam esta medalha.

Tri de Usain Bolt

Seja pela TV ou dentro do Estádio Olímpico, não teve quem não se encantasse pelo talento e simpatia de Usain Bolt. O atleta, conhecido também como ‘o Raio Jamaicano’, anunciou que a Rio 2016 foi a sua última Olimpíada e ele tratou de encerrar a carreira no evento esportivo mais importante do mundo em grande estilo. Ele conquistou o triplo tri, ou seja, conseguiu ser por três vezes consecutivas o campeão nos 100 e 200 metros rasos, além do revezamento 4×100.

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O feito, parece ser algo muito simples na teoria, mas, na prática, Bolt tinha grandes algozes, dentre eles o americano Justin Gatlin – que mais uma vez não conseguiu superar este atleta que entrou pela história.

A simpatia a espontaneidade de Fu Yuanhui

Ela foi considerada pela imprensa como a ‘atleta mais adorável das Olimpíadas Rio 2016‘ e não é para menos. A nadadora chinesa tem simpatia de sobra e deu um show de espontaneidade ao saber durante uma entrevista para a imprensa que tinha conseguido uma ótima colocação nas finais dos 100 metros costas e que tinha faturado a medalha de bronze.

Ela conseguiu um feito quase improvável de empatar com outra atleta e, assim, obteve a terceira colocação. Veja só o momento da entrevista no vídeo:

Superação e dor [CENAS FORTES]

Foi difícil acompanhar as semifinais da ginástica e não se comover com a fratura que o ginasta francês Samir Ait Said sofreu durante a prova de salto sobre o cavalo. A perna do atleta quebrou em duas partes e ali mesmo ele percebeu que não tinha mais chances de continuar.

Outra imagem muito forte desta Olimpíada foi do halterofilista armênio Andranik Karapetyan. Durante o levantamento de peso, o atleta, ao participar da final na categoria até 77 kg, fraturou o braço gravemente ao erguer 195 kg e teve que ser socorrido às pressas.

https://www.youtube.com/watch?v=ZnlZH-mbm5I

Treinadores da Mongólia tiram a roupa em protesto

Que os treinadores fazem de tudo pelos seus atletas, disso ninguém tem dúvida. Eles motivam, brigam quando necessário e têm o melhor conselho para a hora da derrota ou vitória. Mas e quando são os próprios treinadores que perdem a cabeça e decidem fazer um striptease em protesto ao resultado do juiz? O que fazer? Foi exatamente isso que aconteceu com os técnicos de Ganzorig Mandakhnaran, atleta da Mongólia que perdeu por falta de competitividade durante as finais da luta olímpica.

Ao saber do resultado, os técnicos resolveram invadir o tatame e fazer o protesto inusitado diante de todo o público que acompanhava a competição. Em meio a vaias e aplausos, os treinadores não conseguiram inverter o resultado e tiveram que se conformar com a decisão.

https://www.youtube.com/watch?v=k3Fjwc458Gs

Amor além de qualquer medalha

A Olimpíada é um momento único para qualquer atleta, pois ele sabe que se não conseguir ultrapassar seus próprios limites, a outra oportunidade só virá quiçá depois de quatro anos. Quando acontece algum imprevisto, uma falha ou um problema de saúde, por exemplo, a derrota é vista como certa e não dá para adiar o momento para outra oportunidade. Mas, e se no caso, o problema estivesse no animal de competição? Você respeitaria aquele que sempre esteve ao seu lado durante os treinos? Pelo menos, para a amazona holandesa Adelinde Cornelissen a resposta é sim.

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Um dia antes do início das provas de adestramento, o cavalo de Adelinde ficou doente e teve que ser medicado. Apesar do animal ter apresentado uma melhora, a atleta colocou a saúde do animal em primeiro lugar e não competiu.

A atleta que correu sem uma das sapatilhas

O que você faria se estivesse em uma prova olímpica, lá pelas primeiras posições e, de repente, você se vê, de uma hora para outra, numa enrascada: o seu tênis esportivo, que deveria ajudar, só está atrapalhando. Se parar para arrumar você perde colocações, se decidir tirar terá que sofrer as consequências de um chão escaldante que vai fazer o seu pé fritar.

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Eu não sei o que você escolheria para si, mas a atleta etíope Etenesh Diro, ao disputar a etapa classificatória dos 3 mil metros com obstáculos escolheu a segunda alternativa e correu sem a sapatilha, deixando o pé direito totalmente exposto. Apesar do esforço e ter avançado para as finais, a atleta não subiu ao pódio.

A piscina verde

Ninguém dúvida que tanto a abertura quanto o encerramento das Olimpíadas foram algo espetacular, e o mote de respeito à Natureza tentou ser evidenciado o tempo todo. No entanto, a polêmica da piscina verde fez com que a organização Rio 2016 tomasse um cartão vermelho no quesito sustentabilidade.

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Por um erro no tratamento da água do Parque Aquático Maria Lenk a água da piscina ficou verde. O excesso de cloro, foi sentido pelos atletas do polo aquático, mas nada que complicasse o rendimento deles. O problema foi durante as competições de nado sincronizado, que não poderiam acontecer com a água turva, já que os juízes precisam avaliar o desempenho das atletas embaixo da água. A medida radical, então, foi esvaziar toda a piscina. Ao todo, foram 3,7 milhões de litros de água.

Selfie da paz entre as Coreias

Uma das principais características de uma Olimpíada é proporcionar a união de povos. Por mais que existam conflitos mundiais sérios, pelo menos por um pouquinho, a rivalidade fica apenas dentro das quadras, arenas, ringues, pistas e tatames. Uma demonstração deste espírito olímpico foi demonstrado pela imagem de um selfie feita por duas ginastas – uma delas da Coreia do Norte e outra da Coreia do Sul.

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As duas nações possuem uma relação conturbada e vivem em constante estado de tensão, e as atletas Lee Eun-ju, da Coreia do Sul, e Hong Un-jong, da Coreia do Norte, com este gesto, fizeram do momento algo inusitado de se ver. A ‘foto da foto’ foi compartilhada originalmente pelo cientista político Iam Bremmer, que legendou a imagem com a frase “É por isso que fazemos os Jogos Olímpicos”.

Muçulmanas no vôlei de praia

As diferenças culturais sempre vão existir em qualquer lugar do mundo e até pouco tempo você sabia que alguns atletas do vôlei de praia não podiam competir devido a restrições impostas ao uso do uniforme? Graças a uma mudança nas regras realizadas pela Federação Internacional de Voleibol, agora as equipes tiveram liberdade de definir seus uniformes durante o Rio 2016 e o resultado foi o aumento no número de competidoras.

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Nada Meawad e Doaa Elghobashy, que representaram o Egito, foram as primeiras muçulmanas a participarem de uma competição de vôlei de praia numa Olimpíada. Infelizmente, elas não subiram ao pódio, mas, mesmo assim, deram um grande passo para a evolução do esporte e integração de diferentes culturas.

Não esquece! Ainda tem paralimpíadas!

Vale lembrar que o Brasil finalizou sua participação nos Jogos Rio 2016 na 13ª posição do ranking e, claro, não bateu a hegemonia de países como Estados unidos (1ª), Grã-Bretanha (2ª) e China (3ª). Mas, se você gosta de esporte, superação e torcida precisa acompanhar e divulgar as paralimpíadas, que vão começar no próximo mês.

De 7 a 18 de setembro, é a vez dos atletas paraolímpicos mostrarem todo o seu talento e darem um show nas quadras, pistas, arenas, piscinas e mais. Confira mais informações aqui no site oficial!

Agora, conta pra gente o que você achou destes momentos olímpicos! Vai sentir saudade de todos os momentos e sentimentos que o Rio 2016 proporcionou? Conta pra gente!

Com informações de: Veja, Globo Esporte, BBC, Rio 2016, Brasil Gov, Bloomberg, Olimpíadas UOL, Brasil Post.
Imagens: Rio 2016, Sertão Baiano, Il Fatto Quotidiano, La Patilla, Veja.

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