Infelizmente, já estamos na última semana das paralimpíadas, no entanto, antes que esta festa da superação acabe, não poderíamos deixar de fazer a nossa lista dos melhores atletas paralímpicos do mundo e que estão em plena forma no Rio 2016. Como no post com os melhores atletas olímpicos, buscamos um equilíbrio entre as modalidades e nacionalidades, assim, garantimos uma lista bem eclética e cheia de referências.

Ah, se você sentiu falta de alguém em nossa lista dos melhores atletas paralímpicos, fique à vontade para deixar a sua sugestão nos comentários. Assim damos visibilidade a mais competidores e deixamos a lista maior ainda! ;)

Entre os melhores atletas paralímpicos, Daniel Dias (BRA)

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Nada melhor que começar a nossa lista de melhores atletas paralímpicos com um brasileiro, não é mesmo? Daniel Dias já é um veterano em paralimpíadas e volta e meia aparece na mídia como um fenômeno da natação, comparado com competidores como Michael Phelps. E não é para menos, no último dia 15 ele conquistou a sua 21ª medalha em paralimpíadas – e só nesta edição já foram seis.

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Em Londres 2012 o atleta quebrou cinco recordes na natação – o que deu a ele o título de melhor atleta paralímpico do mundo. No entanto, além deste mérito, o atleta já recebeu três prêmios Laureus e ainda está dentro de uma das modalidades que mais rendeu medalhas para o Brasil depois do atletismo.

História: Com 28 anos, Daniel Dias nasceu com má formação congênita dos membros superiores e perna direita, e entrou para a natação aos 16 anos motivado pelas conquistas de Clodoaldo Silva, que na ocasião, competia nas paralimpíadas de Atenas 2004.

A modalidade: a natação paralímpica possui algumas adaptações quando comparado as disputas tradicionais. Dependendo da deficiência, há diferentes tipos de largada e, ainda, no caso dos deficientes visuais, os competidores precisam usar óculos opacos para nadar de igual para igual. Veja infográfico da modalidade aqui.

Yuhong Sheng (CHI)

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Se você está acompanhando o quadro de medalhas paralímpicos já sabe que a China disparou no quadro de medalhas e, dificilmente, a vice-campeã Grã-Bretanha roubará a cena. Para se ter uma ideia, nem mesmo os Estados Unidos – uma potência esportiva – conseguirá se igualar ao país oriental. De fato, a China tem muitos atletas especiais e aqui damos destaque a Yuhong Sheng. A atleta faz parte do time chinês de vôlei sentado e ela entra para a nossa lista de melhores atletas paralímpicos porque é tricampeã paralímpica e no Rio 2016 ela está em busca do tetracampeonato.

História: Com 45 anos e 1, 85 de altura, Yuhong Sheng é considerada uma das melhores atletas paralímpicas da China. Além de ser campeã mundial aos 43 anos, a atleta vem conquistando consecutivamente o lugar mais alto do pódio desde Atenas 2004 – ano em que as mulheres puderam estrear nas paralimpíadas neste esporte. Sheng era uma atleta de vôlei tradicional, no entanto, ao passar por uma cirurgia para corrigir constantes problemas na perna, o membro passou a agir reduzidamente, fazendo com que ela migrasse para o vôlei sentado. No Rio 2016, o time chinês feminino de vôlei sentado está seguindo forte na competição e venceu o Irã na ultima quarta-feira (14) por 3 sets a 0.

A modalidade: basicamente, a regra do vôlei sentado é a mesma que o vôlei tradicional: a bola precisa cair dentro da quadra do adversário para garantir o acúmulo de pontos. No entanto, a modalidade – que está nos jogos paralimpicos desde Arnhem 1980 –  é disputada por atletas com dificuldades de locomoção e por isso competem sentados. Mas isto não significa menos emoção, os cortes e bloqueios são mega emocionantes de se ver. Veja infográfico da modalidade aqui.

Terezinha Guilhermina (BRA)

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Terezinha Guilhermina, assim como Daniel Dias, é um dos grandes nomes paralímpicos do Brasil. E não é para menos, a velocista – já considerada pela mídia a deficiente visual a mais rápida do mundo – conquistou dois ouros em Pequim 2008 e mais um ouro em Londres 2012. No entanto, a sua participação no Rio 2016 está longe da expectativa. Na última prova realizada no último dia 13, por exemplo, a dos 100m, Terezinha queimou a largada e ficou na última colocação. Antes disso, nos 100 m livre a frustração veio com um quarto lugar. Até o momento, Terezinha acumula uma medalha de prata no revezamento 4×100 feminino.

História: Com visual chamativo e muito bem-humorada, a mineira Terezinha Guilhermina é determinada e sabe bem onde quer chegar. Aos 38 anos, a atleta, que hoje colhe os louros dos ótimos resultados alcançados em edições paralímpicas anteriores, sabe que ela ralou muito pra chegar onde chegou. Deficiente visual desde muito pequena, veio de uma família pobre e chegou a trocar o atletismo pela natação por não ter um par de tênis para correr.

A modalidade: O atletismo faz parte dos jogos paralímpicos desde Roma 1960 – a primeira edição. Mas foi só na década de 1980 que o Brasil começou a se destacar e ganhar medalhas na modalidade e daí em diante não parou mais. No atletismo paralímpico os atletas possuem deficiência física ou visual e eles são divididos de acordo com o grau de deficiência. Os deficientes visuais correm com o auxílio de guias e os deficientes físicos com próteses adaptadas para corridas ou em cadeiras de rodas. Veja infográfico da modalidade aqui.

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Mariska Beijer (HOL)

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Ela é uma das cestinhas da seleção holandesa de basquete e a atleta, não por acaso, esta em nossa lista de melhores atletas paralímpicos pela grande atuação nos Jogos de Londres 2012 e pelo ouro conquistado no último campeonato europeu. No Rio 2016, a Holanda vai enfrentar a Grã-Bretanha na disputa pelo bronze nesta sexta (16).

História: Mariska Beijer começou no basquete aos 11 anos depois de sofrer uma distrofia na perna esquerda após um acidente de esqui, mas antes disso, a atleta passou por uma amputação do pé direito em 1993.

A modalidade: o basquete em cadeira de rodas faz parte dos jogos paralímpicos desde 1960, no entanto, as mulheres começaram a participar da modalidade apenas em 1968. As cadeiras de rodas usadas na competição são adaptadas e padronizadas pela Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF) e a altura da cesta segue o mesmo padrão do basquete olímpico. Veja infográfico da modalidade aqui.

Alex Zanardi (ITA)

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Alex Zanardi, antes de ser ouro no ciclismo de estrada no Rio 2016, já era um nome conhecido da cena esportiva. O Italiano foi piloto das Fórmulas 1 e Indy, mas teve que deixar as competições de corrida automobilística devido a um grave acidente que resultou na amputação dos membros inferiores.

O que poderia ser o fim de tudo, foi um motivo para se superar e ser um atleta de ponta em outro esporte. Em Londres 2012, ele faturou dois ouros e nesta última quinta-feira (15) o atleta conquistou o lugar mais alto do pódio na prova de ciclismo de estrada  (contrarrelógio classe H).

História: Aos 49 anos, Alex Zanardi tem muita história pra contar e mostra que a vida pode continuar mesmo depois de um grande problema. Originalmente, o atleta começou no kart e quando adulto competiu por grandes equipes da Fórmula 1 e também disputou a CART. E foi em uma das competições da CART, em 2001, que Zanardi foi vítima de um grave acidente. Impossibilitado de competir nas corridas automobilísticas, em 2007, Zanardi conheceu o paraciclismo e aí se destacou como um dos melhores atletas paralímpicos da atualidade.

A modalidade: o ciclismo de estrada faz parte dos jogos paralímpicos desde 1980 e nesta época somente deficientes visuais podiam competir, porém, com o tempo, a modalidade passou a receber pessoas com algum tipo de paralisia cerebral e amputados. Obviamente, a modalidade é adaptada para atender a necessidade dos atletas como uso de bicicletas adaptadas e guias, no entanto, engana-se quem pensa que por isso a ciclismo é mais fácil. Muito pelo contrário, e você pode conhecer mais sobre a modalidade neste infográfico aqui.

Sherif Othman (EGI)

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Sherif Othman entra em nossa lista de melhores atletas paralímpicos pela grande atuação em Pequim 2008 e Londres 2012, além de vencer grandes campeonatos mundiais. No Rio 2016, a sua participação lhe rendeu o lugar mais alto do pódio, somando para o atleta mais uma conquista.

História: com 34 anos Sherif Othman já é um halterofilista de grande prestígio da categoria 59 kg. O atleta iniciou na modalidade em 2005.

A modalidade: Como no halterofilismo tradicional, os atletas paralímpicos desta modalidade também são categorizados pelo peso corporal e umas das exigências é que os atletas precisam conseguir esticar o braço para o levantamento do peso. A modalidade estreou em Tóquio 1964, mas só na edição de 1996 é que as mulheres puderam participar. Veja infográfico da modalidade aqui.

Ramona Brussig (ALE)

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Prata no Judô na categoria até 52 kg no Rio 2016, a atleta alemã Ramona Brussig tem mais motivos para se orgulhar. Na sua trajetória como atleta, Ramona já foi ouro em Atenas 2004 e em Londres 2012.

História: Com 39 anos, a judoca Ramona Brussig possui quatro títulos mundiais e no Rio 2016 ela completa quatro participações vitoriosas em jogos paralímpicos.

A modalidade: o judô é a única arte marcial dos jogos paralímpicos e é praticada por atletas cegos. A modalidade estreou nos jogos de Seul 1988 e em Atenas 2004 as mulheres começaram a competir também. Além da classificação por peso, os atletas também entram em categorias de grau da deficiência visual. Eles não são punidos se saem da área de luta e o juiz é preparado para se comunicar com os atletas de uma forma que eles entendam as punições ou demais instruções.

[BÔNUS] O documentário Paratodos

Já que o assunto é Paralimpíadas, pra finalizar este post nós te damos uma dica bem legal. Trata-se de um documentário disponibilizado no serviço de streaming Netflix que traça um perfil dos principais atletas paralímpicos do Brasil, como Fernando Fernandes (canoísta), Terezinha Guilhermina (velocista) e Alan Fonteles (velocista). A obra tem direção de Marcelo Mesquita. Veja o trailer!

E você ficou inspirado com as histórias de superações dos melhores atletas paralímpicos? Conte nos comentários!

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Com informações de: Rio 2016, Brasil Post, Brasil 2016, O Dia IG, Lance, Máquina do Esporte, Paralympic.
Imagens: Rio 2016, O Mundo da Ana, Todo em 35 mm, Meon, Getty Images.

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