Ano novo, esporte novo. Inspire-se com o nosso post e saiba como funciona o xadrez, esporte da mente cada vez mais popular no mundo todo.

Foi-se o tempo em que o xadrez era um hobby de intelectuais. Cada vez mais presente em clubes e escolas, o jogo tem se tornado o esporte preferido entre crianças e jovens. Sim, dissemos esporte porque o xadrez exercita o cérebro e não é à toa que ele é considerado por especialistas um dos jogos mais estratégicos e com inúmeras possibilidades de jogadas.

Então, que tal começar o ano aprendendo um esporte diferente e quem sabe se profissionalizar? Aqui separamos tudo o que você precisa saber para começar: história, jogadas, principais eventos, enfim. Não tem desculpa para não se render ao tabuleiro preto e branco. Confira!

A origem do xadrez

Todos os especialistas são unânimes em afirmar que o xadrez nasceu na Ásia, mas é importante lembrar que no início, o jogo não era muito parecido com o que conhecemos hoje. Os primeiros registros se referem a um antigo jogo hindu chamado de Chaturanga, muito popular no século VI e que era jogado entre quatro competidores.

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No entanto, não demorou muito para que o jogo se espalhasse entre outros países e fosse aperfeiçoado até chegar a forma que conhecemos hoje. A Chaturanga passou pela Rússia, China, Pérsia – onde ganhou o nome de shah (que significa rei) –  e foi largamente difundido pelos árabes a partir do ano 651 até chegar à Europa e sofrer grandes modificações, como a inclusão das peças Dama e Bispo por volta do século XV.

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Um judeu e um muçulmano jogando xadrez no século XIII.

A partir de então, surgiram clubes para a prática do jogo, estudos começaram a ser feitos e toda uma literatura sobre o xadrez começou a ser criada. Assim, surgiram as federações, os primeiros campeonatos e também os principais jogadores de xadrez da época, mas isso é assunto para outro tópico.

Principais jogadores e campeonatos

Depois que o xadrez ganhou a Europa, não demorou muito para que o primeiro torneio internacional acontecesse. O evento foi realizado em Londres, em 1851, e o campeão foi o austríaco Wilhelm Steinitz. Depois, já na década de 20, surgiu a Federação Internacional de Xadrez (Fide) e a organização foi responsável por criar a Olimpíada de Xadrez, o primeiro mundial feminino entre outros torneios por todo o continente.

Os enxadristas, então, viram nestes eventos uma forma de se profissionalizar e vários nomes começaram a pipocar na cena, como o cubano José Raul Capablanca, oito vezes campeão. Mas, graças ao incentivo do governo soviético e a criação da escola soviética de xadrez, nomes como Garry Kasparov, Vladimir Kramnik e Mikhail Botvinnik também se popularizaram.

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À esquerda, o primeiro campeão mundial de xadrez, Wilhelm Steinitz. Na sequência, Garry Kasparov.

Homem versus máquina

Com a chegada da tecnologia, foi extremamente natural que o jogo passasse a ser encarado como um entretenimento digital, no entanto, um fato famoso marcou esta época: uma máquina venceu um oponente humano. Era 1997, e o supercomputador criado pela IBM, Deep Blue, era o centro das atenções – mais até que o próprio jogador e campeão mundial Garry Kasparov. A imprensa definiu o fato como um dos eventos mais espetaculares da história do xadrez e a partir de então, outros softwares foram criados e outros grandes mestres derrotados.

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Mas, afinal, como jogar xadrez?

O tabuleiro preto e branco de 64 casas e tantas peças diferentes podem assustar um pouco no primeiro momento, mas jogar xadrez é muito simples e você que está lendo este post muito provavelmente já se arriscou e topou uma partida.

Primeiramente é preciso posicionar o tabuleiro da maneira correta: a última casa do lado direito de cada jogador precisa ser branca. A seguir, é preciso posicionar as peças – sim, cada peça tem seu lugar definido dentro do tabuleiro. A composição precisa ser esta aqui:

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Perceba que ambos os participantes começam com a mesma quantidade de peças:

xadrez-como-jogar8 peões: estão na linha de frente do ‘exército’ e normalmente são as primeiras peças a serem movimentadas, justamente para abrir espaço para as jogadas. Se eles estão na posição de origem, podem andar duas casas; se já foram movimentados alguma vez, só andam uma. Vale lembrar que a regra só permite movimentá-los pra frente e capturam qualquer peça na diagonal.
2 torres: as torres se movimentam apenas em linha reta, no entanto, nenhum obstáculo pode estar a sua frente.
2 cavalos: os cavalos podem ‘saltar’ no tabuleiro, ou seja, passar por outras peças, desde que o movimento seja em L. Assim, ele pode ser a primeira peça a ser movimentada no tabuleiro sem problemas.
2 bispos: o bispo se movimenta apenas na diagonal e a única regra é que não tenha nenhum obstáculo à frente.
1 dama: é uma das peças mais valiosas dentro do jogo, pois ela pode realizar movimentos retos e também na diagonal
1 rei: é a peça que você precisa proteger dentro do jogo e ele só pode se movimentar uma casa por vez.

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[VOCÊ SABIA] O xeque é uma espécie de linha de ataque formada por peças adversárias a fim de atacar o rei. Quando o rei esta em xeque, é preciso encontrar formas de se livrar da ameaça, e isto depende muito da sua estratégia. Pode ser que você consiga capturar a peça que o ameaça; sacrificar suas próprias peças em nome de um bem maior (o rei) ou então bloquear o ataque quase que remotamente não permitindo que nenhuma peça seja perdida. Tudo vai depender da jogada. Já o xeque-mate, como o próprio nome sugere, é quando não há mais saída e o jogo está perdido.

Vale lembrar que ao longo do jogo existem alguns movimentos especiais que podem ser realizados e dão ainda mais clima ao jogo. São eles:
Promoção do peão: acontece quando o peão consegue atravessar todo o tabuleiro e chegar até a primeira linha adversária. A peça é promovida e trocada por qualquer outra peça do jogo.
Roque: é um movimento que envolve rei e torre. Normalmente este movimento é feito quando o jogador percebe que esta prestes a ser atacado e esta é uma forma de se livrar e estragar toda a estratégia do adversário. Para isso acontecer, nenhuma das peças pode ter sido movida antes e o caminho entre ambos precisa estar livre.

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En passant: é uma forma de um peão capturar outro durante uma passagem. Para isso acontecer, o seu peão deve estar na quinta fileira e o peão adversário deve ficar ao lado do seu.

E também tem outras regras do xadrez que são bem importantes:

– Quem estiver com as peças brancas, sempre começa.
– Após colocar a peça em determinada casa, não é mais possível retirá-la.
– Em campeonatos profissionais, é desrespeitoso falar e até mesmo anunciar o xeque, sabia? A comunicação é feita somente com o árbitro e só em caso de infrações ou dúvidas.
– Quando jogador toca a peça, subentende-se que ele quer movimentá-la, portanto, não vale trocar ou ‘mudar de ideia’ no meio da jogada – principalmente nos movimentos especiais.

Agora que você já sabe um pouquinho sobre este esporte da mente, conte nos comentários o que você acha do xadrez e se gosta de praticar. Aproveite e conte o seu segredinho para arrasar nas partidas amadoras!

Com informações de Origem das Coisas, Superinteressante, Sport Regras.
Imagens: jewishboston, Afflictor.com, Pricejano, timelesstennis.blogspot.com, blitz.arc.unsw.edu.au,  The Guardian, Suomen Shakkiliitto, Pinterest.

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