Com milhares de atletas beneficiados anualmente, o Bolsa Atleta é um dos principais programas de patrocínio do país. Veja infos e saiba como se inscrever!

Quem pratica atividade física sabe da importância de um incentivo. Quem é amador, ter uma torcida já está mais do que suficiente, mas no caso de atletas profissionais, este apoio se torna mais importante ainda, pois eles fazem do esporte o seu trabalho e aquilo que até então era visto como um hobby, acaba se tornando a principal fonte para premiações e visibilidade. O incentivo, neste caso, é o patrocínio de empresas, organizações não-governamentais e órgãos públicos que oferecem benefícios financeiros para quem desponta na cena esportiva, independente da modalidade.

Um desses benefícios é o Bolsa Atleta – um incentivo público oferecido para atletas de diferentes segmentos. Com o dinheiro, recebido mensalmente e que pode variar de acordo com o seu progresso na modalidade, o atleta pode investir no seu aprendizado, comprar equipamentos novos e até alimentos para a sua dieta. No ano passado, o benefício completou 10 anos e aqui nós separamos tudo o que você precisa saber para disputar uma destas bolsas.

Como se inscrever no Bolsa Atleta?

O Bolsa Atleta abre inscrições anualmente. Quem se interessar, precisa se inscrever em uma das cinco categorias de bolsa oferecidas pelo programa: atletas de base, estudantil, nacional, internacional e olímpico, e comprovar o desempenho no ano anterior. Quanto melhor a colocação e a competição que participa, maiores são as chances de conquistar bolsas com benefícios mais altos. Para se ter uma ideia, atletas de base que participam de jogos escolares ganham bolsas que custam em média R$ 370, enquanto atletas de elite bem colocados nos jogos olímpicos podem ganhar bolsas de até R$ 3 mil.

Para se inscrever, é preciso acessar o site oficial, se cadastrar online e enviar as documentações solicitadas para o endereço indicado. Logo após, o atleta pode acompanhar o processo de seleção pela internet e ainda conferir lista de contemplados no Diário Oficial da União.  Se aprovado, a atleta receberá um Termo de Adesão para abrir uma conta na Caixa Econômica Federal e receber o benefício de acordo com a sua categoria.

Ao final do recebimento das 12 parcelas do benefício, o atleta precisa prestar contas e fazer uma declaração de acordo com o modelo encontrado no site oficial, na aba ‘Prestação de Contas’.

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Em 10 anos atuando como um dos principais programas de incentivo esportivo do Brasil, o Bolsa Atleta já superou a marca de R$ 800 milhões em recursos para mais de 17 mil atletas, e a intenção é que a cada ano mais atletas sejam beneficiados com esta iniciativa governamental. Só no ano passado, mais de 6 mil atletas foram beneficiados pelo programada, num investimento que chega a casa dos R$ 80 milhões/ano.

Nos Jogos Rio 2016, por exemplo, 77% dos atletas convocados eram bolsistas – e muitos deles se tornaram medalhistas, como é o caso da judoca Rafaela Silva e o atirador esportivo Felipe Wu. Nas paralimpíadas, os números são ainda maiores: 90% dos atletas eram bolsistas, como o nadador Daniel Dias e a velocista Terezinha Guilhermina.

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O Bolsa Atleta Pódio

Desde 2013 foi instituída uma espécie de ramificação dentro do Bolsa Atleta, é o Bolsa Atleta Pódio, que visa beneficiar atletas de elite que possuem chances reais de disputar medalhas nos jogos olímpicos e paralímpicos. Para ter acesso as bolsas que vão de R$ 5 mil a R$ 15 mil, os atletas precisam comprovar, não só a participação nas principais competições esportivas, mas como estar entre os melhores do mundo. Cumprindo todos os requisitos, o competidor passa a receber o benefício pelo período de um ano, com possibilidade de renovação.

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No Bolsa Atleta Pódio, o atleta precisa prestar contas sobre o que faz com o benefício e ainda apresentar um relatório anual sobre o cumprimento das metas para garantir a renovação do benefício. No fim do ano passado, o Ministério do Esporte divulgou o novo edital para a categoria Pódio, no qual novos atletas podem se candidatar até outubro de 2017 e competidores medalhistas no Rio 2016 tem prioridade para a renovação da bolsa.

Números versus infraestrutura e irregularidades

O Ministério do Esporte se orgulha ao afirmar que o Bolsa Atleta é o “maior programa de patrocínio individual do mundo”. De fato, realmente ele auxilia milhares de atletas, mas uma coisa intriga alguns especialistas: como um programa que investe milhões nos atletas ainda patina quando o assunto é desempenho esportivo? Em entrevista ao site El País, o presidente do Conselho Federal de Educação Física (Confef), Jorge Steinhilber, afirma que ser uma potência olímpica não significa ser uma potência esportiva e ainda cita o caso do ginasta Arthur Zanetti, que apesar se ser um atleta de elite e receber incentivo governamental, treina em um local com pouquíssima infraestrutura.

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Se não bastasse a infraestrutura precária, a reportagem da Revista IstoÉ sobre as irregularidades no Bolsa Atleta também mostrou que o programa tem muito o que melhorar. De campeonatos que não existem a bolsas pagas irregularmente, esta parece ser apenas a ponta de um iceberg que precisa ser explorado a fundo para que atletas que realmente precisam não sejam prejudicados.

O Bolsa Atleta é um incentivo importante para diversos competidores e representam uma chance real de medalhas para o país. E você, o que acha deste benefício? Conte pra gente nos comentários!

Imagens: Agência Brasil, Pinterest, Brasil 2016, Globo Esporte.
Com informações de Jus Brasil, El País, Agência Brasil, Brasil.gov.

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